Segredos do Parto Que Só a Doula Conta! | Por Adele Doula

O parto normal está cercado de mitos e tabus. Um dos papéis essenciais da Doula durante a gestação consiste em romper esses mitos, explicando de maneira simples os processos fisiológicos naturais e as possíveis complicações que podem surgir durante o trabalho de parto, e preparando assim da melhor maneira possível a mulher para passar pela experiência intensa e imprevisível que é o parto. A seguir, veja 10 segredos do parto desvendados da forma que só uma Doula explica.

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Mito número 1: “Meu GO já me disse, antes mesmo de eu engravidar, que eu não poderia ter parto normal.”

Realidade: É impossível saber com antecedência se uma mulher conseguirá ou não ter um parto vaginal.

A princípio, toda mulher saudável, que não tenha desenvolvido nenhuma intercorrência grave ao longo de sua gestação, pode parir. Não é possível saber, só de olhar para uma mulher, se ela será capaz ou não de ter um parto vaginal, como pretendem alguns profissionais.

O tamanho do quadril de uma mulher, por exemplo, não é indicativo de sua capacidade (ou falta dela) de parir, pelo simples fato que o osso da bacia dilata também durante as últimas semanas da gestação e durante o parto, sob o efeito do hormônio Relaxina. Também não é possível predizer que a mulher não terá dilatação se não ocorrer alteração do colo do útero antes do trabalho de parto começar, pois os hormônios que causam as contrações e o amolecimento do colo uterino são produzidos em cada vez maior quantidade durante o trabalho de parto, e é essa quantidade crescente que faz as contrações, cada vez mais fortes, apertarem a cabeça do bebê sobre o colo uterino, este cada vez mais mole, causando assim a dilatação. Então, se não houverem contrações empurrando a cabeça do bebê para baixo, e forçando o colo uterino, não haverá dilatação.

Muitas vezes ouvimos falar de casos de mulheres que não tinham passagem ou de bebês que eram muito grandes e ficaram “entalados”. A desproporção cefalo-pélvica, que é quando o bebê realmente não consegue passar pelo osso da bacia da mãe, é uma condição rara, que é diagnosticada apenas durante o trabalho de parto, quando o bebê não desce após várias horas de dilatação completa (o ultrassom não é capaz de diagnosticar desproporção cefalo-pélvica antes do parto) e não tem necessariamente a ver com o tamanho do bebê e sim com a sua posição de encaixe na pelve. A posição deitada de barriga para cima (litotomia) atrapalha muito o trabalho de parto e alguns bebês maiores, que têm dificuldade para nascer nesta posição, nascem facilmente quando a mãe se coloca de quatro, de lado ou de cócoras. A posição de cócoras (ou de quatro) aumenta em 30% o espaço que o bebê tem para passar dentro do osso da pelve, pois permite o movimento do sacro, que é o ossinho do final da coluna vertebral.

Veja aqui uma lista de Indicações reais e fictícias de cesariana.

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Mito número 2: “Eu não vou aguentar a dor do parto natural.”

Realidade: O parto natural não dói o tempo todo, e as dores são suportáveis.

Por mais que a mídia tente nos fazer acreditar o contrário, a natureza não é uma sádica torturadora. As dores do parto não são, como já tentaram nos fazer acreditar, similares à dor de “quebrar 20 ossos do corpo”, nem de longe! As dores do parto natural, sem intervenções (sem ocitocina artificial nem nenhum outro medicamento e com a mulher livre para se movimentar como desejar e usar recursos não farmacológicos para a dor) são perfeitamente suportáveis. No início do trabalho de parto, aliás, a maioria das mulheres se encontra bastante sorridente e empolgada!

As contrações regulares, que marcam o início do trabalho de parto, começam fraquinhas, e vão aumentando de intensidade durante o processo, que pode levar horas até elas pegarem o ritmo de 3 contrações em 10 min, que sinaliza a hora de ir para a maternidade. As contrações ficam cada vez mais fortes e próximas umas das outras, adotando ao final um padrão de 60 a 90 segundos de contração para mais ou menos o mesmo tempo de intervalo. Essa é a hora mais difícil e mais dolorida do parto, quando as mulheres falam que não vão conseguir, não vão aguentar, pedem anestesia, pedem cesariana… Algumas mulheres falam que vão desmaiar ou morrer nessa hora, e algumas efetivamente chegam a desmaiar (sobretudo se estiverem há muito tempo sem comer nem beber nada), porém essas mulheres são muito raras. Geralmente, esse momento indica que a dilatação já está quase completa, e que logo virão os puxos e o expulsivo. Mas, em muitos casos, entre esse momento “top” de dor e medo de não dar conta (também conhecido como hora da covardia), e a hora de realmente começar a fazer força, o corpo dá uma paradinha, um tempinho para a mulher respirar, descansar, e encontrar a posição mais confortável para fazer força… A vontade de fazer força não dói como as contrações da dilatação, é uma sensação bem diferente, que varia de mulher para mulher, mas na maioria dos casos se assemelha a uma vontade tremenda e incontrolável de fazer cocô ou xixi (puxos).

No parto natural, a mulher sente o bebê indo e vindo, descendo devagarzinho dentro dela até chegar do lado de fora, e o momento em que isso acontece geralmente é acompanhado por uma sensação de ardor ou queimação, pois a pele se estica até o seu limite, ameaçando rasgar (às vezes rasga um pouco mesmo, dependendo da força feita pela mãe, da posição do bebê e das manobras feitas pela equipe): esse momento se chama círculo de fogo. Depois que a cabeça sai, o corpo do bebê, que é mais molinho, sai facilmente. Depois de alguns minutos, a placenta nasce do mesmo jeito: é expulsa pela força das contrações do útero, mas como ela é mole e quente, ela não dói para nascer. A partir daí o parto termina, e a mulher sentirá contrações por um tempo ainda, até o útero voltar ao seu tamanho normal. São contrações que lembram cólicas menstruais e são totalmente toleráveis.

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Mito número 3: “Como a Doula vai saber que é hora de ir para a maternidade se ela não pode fazer toques vaginais?”

Realidade: Não é necessário fazer toques vaginais para saber se a mulher está dilatando.

A maioria dos profissionais mais humanizados quase não faz toques vaginais. Na verdade, não é necessário fazer toques vaginais para saber se o trabalho de parto está progredindo: basta observar o comportamento da mulher.

Existe todo um leque de ruídos e comportamentos que nos indicam como anda o progresso do trabalho de parto. Tudo, na mulher em trabalho de parto, muda durante o TP.  Para começar, os músculos de suas costas vão se enrijecendo por causa das contrações. Todo seu corpo parece ficar maior, mais imponente. Ela fica mais corada, mais quente, reclama de calor durante as contrações. Conforme o TP vai progredindo, ela parece não encontrar posição, passa cada vez mais tempo em silêncio e com os olhos fechados entre as contrações, e se comporta de maneira cada vez mais instintiva. Algumas mulheres andam em círculos. Outras encontram um cantinho tranquilo e não saem mais dali. Algumas mulheres chegam a virar os olhinhos nesse momento de entrega tão profunda. É assim que as Doulas sabem quando é a hora de ir para a maternidade, mesmo sem poder fazer toques nas mulheres: elas observam a entrada progressiva na chamada Partolândia, esse estado mental alterado que acompanha o aumento dos níveis de ocitocina no parto.

Os gemidos e gritos da mulher também são bons “termômetros” do que está acontecendo com ela e existe também um último recurso, utilizado por algumas Doulas, que é a observação da presença e evolução da linha púrpura: uma marca que aparece no bumbum da mulher e vai crescendo conforme a dilatação vai progredindo.

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Mito número 4: “Dá na mesma ir para o hospital com 1 ou com 6 cm de dilatação.”

Realidade: O ambiente do parto influencia muito mais do que se imagina.

Tendemos a imaginar o trabalho de parto como um trem sem freios: uma vez lançado nos trilhos, ele só ganha em velocidade, e nunca para até que acaba. A realidade é que o trabalho de parto é muito mais parecido com um jumento obstinado, e sua tendência é empacar ao menor sinal de irregularidades do terreno (gostou da analogia? rsrs).

O colo do útero é um esfícter, e como todo esfíncter, ele é tímido, muito tímido, e exige condições específicas para fazer seu trabalho corretamente. A parteira Ina May Gaskin observou que as mulheres, quando eram assustadas durante o TP, ou passavam por alguma situação traumatizante, não apenas travavam a dilatação (ouvi um relato de uma mulher que, após passar por um momento de estresse intenso durante seu TP, “travou” e só pariu 5 dias depois!), mas que a dilatação podia até mesmo regredir! Isso mesmo! A dilatação pode regredir, sim!

Passar de 7 para 4 cm, por exemplo, ou até mesmo desaparecer completamente! Isso é uma ferramenta biológica de auto proteção do organismo: caso a mulher esteja em trabalho de parto quando for descoberta por um predador, ela libera adrenalina, que “trava” o processo por tempo suficiente para ela conseguir fugir e se colocar em segurança novamente. Faz todo sentido lógico, não faz? Só que o ambiente hospitalar, com seus cheiros específicos, luzes fortes, máquinas barulhentas e profissionais uniformizados é um ambiente que, naturalmente, coloca a pessoa em um estado de espírito de insegurança: o ambiente hospitalar está inconscientemente associado com a doença, com a morte, e a sensação de que “algo está errado para eu estar aqui no hospital” é muito comum na grande maioria das pessoas.

O trabalho de parto não progride da mesma maneira na casa da gestante e no hospital. Por isso, sempre é recomendado que a gestante fique em casa no início do trabalho de parto e só vá para o hospital quando o trabalho de parto já estiver bem avançado, na esperança de que, uma vez “engrenado”, ele não pare mais. Mas a triste realidade é que, muitas vezes, ele para, sim! Pelo que observei, o transporte até o hospital, a internação e a instalação no quarto da maternidade são fatores que bloqueiam o TP, e demora em geral pelo menos 1 hora até que a mulher se sinta confortável novamente e o TP retome com a mesma intensidade de antes. Algumas vezes, as contrações não voltam a um padrão satisfatório após o traslado da gestante, por isso é tão comum nos depararmos com diagnósticos de “parada de progressão” em mulheres após sua chegada no hospital, mesmo que em casa estivessem evoluindo muito bem.

É imprescindível começarmos a nos dar conta de como o trabalho de parto é delicado e do quanto ele depende de um equilíbrio perfeito na produção de hormônios para funcionar corretamente. Quando esse equilíbrio é perturbado, seja por um cheiro, uma palavra, a presença de um estranho, ou qualquer coisa que desencadeie a produção de adrenalina, o trabalho de parto “broxa”. E a broxada do trabalho de parto pode ser tão imediata, definitiva e impressionante como uma broxada na cama (sem mencionar frustrante!).

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Mito número 5: “Não é bom gritar durante o parto, pois a mulher gasta energia e não consegue fazer força direito.”

Realidade: Existe uma maneira correta e uma maneira errada de gritar durante o parto.

Impedir a mulher de se expressar durante o trabalho de parto é uma forma de violência obstétrica. Nunca, jamais, deve-se pedir para que a mulher em TP se cale, pois os sons produzidos durante o trabalho de parto têm uma função: eles ajudam a manter a mulher centrada e a canalizar a energia da força comprida de maneira correta.

Existem alguns sons que são bem-vindos durante o parto, e outros que atrapalham mais do que ajudam. Quando a mulher solta o “grito de garganta”, agudo, estridente, aquele que rasga os ouvidos de quem está por perto, ela trava todos os músculos do corpo e a reação principal é o fechamento do canal vaginal, apertando o bebê. Se ela fizer esse som enquanto estiver fazendo força, a probabilidade de sofrer uma laceração vaginal é alta. Em geral, as Doulas pedem para que a mulher grite em um tom mais grave. Quanto mais grave o som produzido, mais ele se origina do fundo do abdomem. Quando a mulher faz barulhos similares aos de um orgasmo, ou um rugido de um leão ou urso, ela abre sua garganta, o que tem por efeito de abrir um canal energético que liga a garganta à vagina, facilitando assim a dilatação.

Na hora em que a cabeça do bebê está saindo, praticamente todas as mulheres soltam um grito característico. Esse grito não é um grito de dor e sim um grito similar ao de um lutador no momento em que aplica um golpe (kiai): é um grito que serve para canalizar a energia para um lugar específico. É visível como o grito do parto ajuda na saída do bebê, quando feito da forma correta, com a garganta bem aberta.

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Mito número 6: “O homem assiste ao parto como se fosse um espetáculo, ele não se envolve realmente”

Realidade: O pai entra em trabalho de parto junto com a mulher.

O pai que escolhe assitir ao nascimento de seu filho nunca mais será o mesmo. O parto transforma todas as pessoas envolvidas, e é uma experiência que fica marcada para sempre na memória. Os sons, os cheiros, as emoções do nascimento produzem uma marca psíquica indelével no pai, assim como na mãe e na criança que está nascendo. Durante muito tempo, o pai ficou de fora, foi excluído desse momento tão especial, que era “território exclusivamente feminino”, porém hoje, cada vez mais, ele vem reivindicando seu espaço, participando ativamente na gestação de sua companheira e exigindo que se cumpram seus direitos de estar presente para ver seu filho chegar ao mundo.

Quando o homem acompanha sua mulher durante o TP, ele com frequência passa por sentimentos contraditórios. Entre a euforia de ver seu bebê chegando e a impaciência de ver logo sua carinha tão esperada, está o medo primordial, profundamente arraigado e irracional, de perdê-lo e perder sua companheira também. O fantasma da morte se insinua na cena do nascimento primeiramente pelo imaginário. Ver sua companheira sentindo dores intensas, notar o sangue proveniente da dilatação, são sinais que acendem um alerta no cérebro masculino, pouco acostumado com essas visões (as mulheres, graças à menstruação, já tem mais prática com isso). O medo de morrer também é relatado pelas mulheres durante o trabalho de parto, e é por isso que é importante ter uma equipe que acalme e não assuste mais ainda o casal. Quando o medo é controlado, o casal pode vivenciar o milagre do nascimento em plenitude. Equipes mais humanizadas de atendimento ao parto estimulam os pais a participarem ativamente do trabalho de parto junto com suas companheiras, permitindo até mesmo que recebam seus filhos ao nascer e cortem o cordão umbilical.

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Mito número 7: “O bebê não pode ficar muito tempo no canal de parto.”

Realidade: O bebê vai e volta no canal de parto por um motivo.

A natureza é sabia e não faz nada em vão. Se o bebê faz um movimento de vai e vem no canal de parto durante o expulsivo, é porque existe uma razão biológica para isso. O movimento de vai e vem também está presente na relação sexual e tem como consequência a vascularização da vagina, o que aumenta sua flexibilidade e a sensação de prazer, e diminui as chances de lacerações. Quanto mais estimulada estiver a vagina no momento do expulsivo, menores as chances de lacerações, por isso usam-se as massagens e as compressas quentes no períneo durante o TP, e por isso também é que se recomenda a masturbação. Quando a vagina está “despreparada”, até mesmo a inserção de um dedo dói!

Para o bebê, esse trajeto lento também é importante, pois é graças a esse vai e vem que sua cabeça consegue se adaptar à forma ovalada, necessária para passar pelo canal vaginal. Esse fenômeno é chamado de bossa. A cabeça do bebê já vem preparada para fazer essa adaptação: as placas ósseas não são coladas ainda justamente para permitir que se desloquem o suficiente sem causar danos permanentes à estrutura óssea nem ao cérebro.

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Mito número 8: “O bebê nasceu roxinho porque quase se asfixiou o útero da mãe.”

Realidade: Todo bebê nasce roxinho.

Dentro da barriga da mãe, o bebê não respira. Ele é alimentado e oxigenado pelo cordão umbilical, e necessita de um nível de oxigênio mais baixo para sobreviver dentro do meio líquido da bolsa amniótica. Por isso, dentro do útero, todos os bebês são roxos, e essa coloração permanece até que ele respire e os pulmões comecem a efetuar as trocas gasosas com o ar. Portanto, se o seu bebê nasceu roxinho, não se preocupe! O que é preocupante é quando o bebê nasce azul ou branco, e sem tônus muscular. Se ele estiver roxinho e durinho, todo dobradinho e se mexendo, pode relaxar que está tudo ok. Ele logo começará a respirar e ficará rosadinho e, se o cordão umbilical for deixado intacto, ele não corre o risco de ficar sem oxigênio, pois a placenta continua enviando sangue oxigenado para ele por vários minutos após o parto.

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Mito número 9: “o bebê perdeu peso na primeira semana de vida, isso é sinal de que a mãe não tem leite suficiente”

Realidade: Perder peso nos primeiros dias de vida não significa que o bebê está passando fome.

Nos primeiros dias após o parto, o bebê perde até 10% do seu peso ao nascer. Mas isso não significa que ele esteja passando fome. Essa perda de peso inicial é normal e se deve, sobretudo, aos esforços do nascimento e da adaptação ao ambiente extra-uterino, que exigem muita energia do bebê. Durante os três a cinco primeiros dias de vida, a mãe produz colostro, que é um primeiro leite riquíssimo em nutrientes e calorias, que permite que o bebê se alimente tomando doses muito pequenas e frequentes (ele não tem energia nem estômago para mamar muito de uma vez só nos primeiros dias). A partir do terceiro dia, em média, o leite materno começa a ser produzido. Esse leite tem duas “fases”: um primeiro leite mais “aguado”, que mata a sede do bebê, e um segundo leite mais grosso, que alimenta e satisfaz. É importante deixar o bebê mamar bastante em cada seio, para que consiga dar cabo de todo o leite grosso (às vezes, é preciso várias mamadas para esvaziar um seio).

O sinal de que o bebê está se alimentando corretamente é a produção regular de xixi. Um bebê saudável faz xixi praticamente após cada mamada (o recém nascido pode passar vários dias sem fazer cocô, não é necessário se preocupar). Se seu bebê não estiver fazendo xixi, é essencial levá-lo a um pediatra e a um Banco de Leite para ver se está tudo bem e fazer uma avaliação da pega na amamentação.

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Mito número 10: “Amamentar é instintivo: se não deu certo nos primeiros dias, não dará certo nunca!”

Realidade: A amamentação não é instintiva, é aprendida. E para isso, orientação e apoio são fundamentais.

A amamentação é uma das coisas mais difíceis de dominar para a grande maioria das mulheres. Nenhuma mulher nasce sabendo dar de mamar, mesmo que a maioria tenha algumas noções básicas aprendidas ao longo da vida e um instinto muito forte de tentar ajudar seu filho nessa tarefa. Para dificultar, o bebê também não nasce sabendo mamar, apesar de ter um reflexo de sucção desde a vida intra-uterina. Quando juntam-se os instintos do bebê, de procurar o seio e sugar, e o da mãe, de tentar ajudá-lo, criam-se as bases para uma amamentação saudável. A partir daí, é necessário desenvolver a técnica, que será específica de cada mãe e perfeitamente adaptada ao seu bebê.

Nem sempre é fácil. Às vezes é dolorido. Quando o bebê não acerta a pega logo de cara, a mulher pode ficar com os mamilos bastante machucados! E, se ele se acostumar com aquela posição de sugar, vai continuar machucando os mamilos da mãe sempre que for mamar!

Parece uma situação sem saída, mas não é! Por sorte, contamos com profissionais especializadas em dar auxílio para as mulheres durante a adaptação à amamentação: são as consultoras de amamentação. Essas mulheres atuam em Bancos de Leite Humano ou fazem atendimentos domiciliares e, na maioria dos casos, são a salvação para mulheres que já estavam pensando até em desmamar! Meu principal conselho para as mulheres que desejam amamentar é: encontre um Banco de Leite ou uma consultora de amamentação o mais rápido possível e não hesite em entrar em contato todos os dias se for preciso, até que o bebê consiga acertar a pega e a amamentação comece a ficar mais fácil.

Encontre um Banco de Leite Humano perto de você!
Adèle Valarini, Doula e Educadora Perinatal | 12/10/12 | Imagem: http://albanogioia.com/?page_id=211

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