Relato de Parto de Ana Lívia Brasil – Nascimento de João Pedro na Maternidade Brasília

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Ana Lívia foi a primeira mulher a ter o parto acompanhado pela Rede Ocitocina! Seu pequeno João Pedro nasceu no dia 16/09/2017 através de uma cesariana indicada pela presença de mecônio espesso no líquido amniótico, na Maternidade Brasília. Ana Lívia foi atendida pelo Obstetra Caio Molina e acompanhada na gestação, parto e pós-parto pelas Doulas Adèle Valarini e Priscila Saldanha.

Veja a seguir o seu relato:


Minha contribuição após ler muitos relatos não deixa de ser também tão extenso quanto os que já li. Sei que a maioria dos relatos é sobre o sucesso do parto normal/natural/humanizado, mas deixo minha experiência que nem tudo é como a gente quer.

Minha gravidez não foi planejada mas foi extremamente desejada, eu tinha muito medo de não conseguir engravidar pois minha mãe entrou na menopausa com 30 anos e eu corro risco de também entrar na menopausa precoce, hoje estou com 29 anos. Porque não engravidei antes? Estou desempregada e não ganhava tão bem antes, hoje só a renda do meu esposo nos deixou receosos. Meu sonho sempre foi parto normal, fiz de tudo para conseguir, mas os planos de Deus não são os nossos…

Pois bem, quando descobri (ou melhor meu esposo descobriu, rs, ele falou: “amor, você está com o corpo diferente” e olha que foi com apenas “2” semanas de gestação, kkkk) meu esposo correu para me incluir no plano de saúde dele e graças a Deus conseguiu me incluir com direito a tudo, inclusive parto e apartamento hospitalar!!!! Comecei a pesquisar sobre parto normal em Brasília e também obstetra, vi que além de ser muito difícil conseguir um obstetra para parto normal mais difícil seria encontrar pelo meu plano. Decidimos pela proximidade de casa o Maternidade Brasília que aceitou o plano de saúde e logo percebi que seria parto com plantonista, pois comecei o meu pré-natal com o Dr. Caio e ele só faz parto normal pagando separado do plano… não tenho muitos conhecidos aqui em Brasília para me ajudar na questão de gestação/hospital/maternidade… devido a isso não obtive muitas informações, só pesquisando na internet mesmo. Achei um artigo sobre doulas, achei muito interessante ter uma, mas a princípio meu esposo não concordou (por falta de conhecimento e não quis pesquisar na época) e como eu não tenho dinheiro para bancar, desisti da ideia.

Com mais ou menos 20 semanas o Dr. Caio sabendo do meu desejo por parto normal “receitou” que eu fizesse fisioterapia pélvica (não tinha a mínima ideia do que era, mas como ele me “receitou” eu busquei alguma que atendesse pelo plano, kkkk), depois de 2 semanas comecei a fisioterapia que eu amei ter feito!!!!! E também comecei a fazer caminhada todos os dias (sempre fui muito ativa, queria correr, mas não podia, kkk).

Minha gestação foi extremamente tranquila, não tive nenhum problema… nenhum mesmo e eu estava certa, decidida, que iria conseguir ter um ótimo parto normal, tudo estava evoluindo perfeitamente e meu esposo falou com 38 semanas para eu procurar uma doula… estranhei muito, rsrs, acho que foi alguém do trabalho dele que falou, não perguntei nada e corri para pesquisar doulas, rs, mesmo com medo de ser tarde demais, já estava quase para nascer. Encontrei a Pri Saldanha que foi um amor comigo, combinamos de fazer um encontro em casa e ela falou que iria a Adèle também. Aceitei, conversamos e no final decidimos por ter a Adèle como nossa acompanhante de parto, por desencontros de tempo da Pri. Apaixonei também pela Adèle, foi meu anjo salvador! Tudo transcorria normalmente, até que com 39 semanas e 4 dias, num sábado, estava entediada de ficar em casa, rs, coloquei o tênis para caminhar no final da tarde e senti algo diferente, senti minha calcinha molhada e pensei “está quase chegando a hora!!!!”

Como a bolsa não rompeu e li aqui em muitos relatos que podia demorar o trabalho de parto, continuei decidida em caminhar, vai que ajudava a acelerar o trabalho de parto, rs…. Mandei mensagem para Adèle avisando do líquido, coloquei absorvente para acompanhar a decida do líquido e fui para o parque… Chegando lá senti que desceu muito líquido, mas não chegou a escorrer pelas pernas. Fui ao banheiro e a partir daí começou a mudar a opção de parto sem eu querer…. No absorvente estava um líquido esverdeado, tinha mecônio no líquido. Foi quando perdi a vergonha tirei foto do absorvente (graças a Deus que fiz isso) e mandei para Adèle que quando viu me mandou mensagem na hora para eu ir para maternidade que ela chegaria logo depois. Liguei para meu esposo falei calmamente para ele colocar as coisas no carro e me pegar no parque para irmos direto para a maternidade. Eu sabia que não voltaria para casa sem meu filho, que ele iria nascer. Como o parque é caminho, fiquei esperando e neste meio tempo senti descer muito líquido.

Chegando na maternidade fui atendida rápido, estava vazia e quando entrei no consultório da obstetra de plantão, Dra. Nívea, eu assustei com a cor do meu absorvente: estava como um purê escuro e espesso cor verde, mostrei para Dra. que me examinou. Estava ainda com 2cm de dilatação e ela recomendou eu fazer a cesárea de emergência, não estava normal a concentração e a cor do líquido. Meu esposo ligou para meu médico, o Dr. Caio, que chegou em 10 min. Perguntei para ele se realmente não dava para ser normal, tinha lido relatos de parto em que o bebê tinha feito mecônio no líquido, mas no meu caso já estava ficando muito arriscado de meu bebê aspirar o mecônio, estava muito espesso… fiquei com medo de já estar com pouco líquido e aceitei prontamente. Como já era parto de risco já entrei na sala de cirurgia depois de um breve cardiotoco. Da entrada na maternidade até o fim do parto foram só 40 minutos!!! Demorei 1 dia para digerir a rapidez do parto, não imaginava que seria tão intensa a reta final e parto. Não foi como eu sonhava… mas foi como deveria ser!

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Depois de pesquisar o que ocorreu aquele dia vi que meu bebê correu muitos riscos… Tinha pouco líquido, muito mecônio… Não dava para esperar a evolução do trabalho de parto. E ainda por cima ele “comeu” muito mecônio, isso atrapalhou a mamada nos primeiros dias mas ele não teve grandes problemas, só ficou em observação e teve de fazer limpeza no estômago pois estava regurgitando todo o colostro que mamava.

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Hoje com 45 dias após o nascimento estamos todos bem e meu João Pedro vendendo saúde, rs!!! Meu marido foi meu porto seguro neste processo todo e a Adèle foi o anjo que ajudou a evitar que algo pior acontecesse no parto do meu filho!!

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Agradecemos a Ana Lívia Brasil por nos autorizar a postar este relato.

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