O que os maridos acham da Doula?

Boa parte das mulheres que buscam doulas precisam convencer o companheiro de que vale a pena contratar uma.
Alguns raros casos são do inverso, o homem tenta convencê-la de que contratar uma doula é benéfico mesmo que ele esteja presente. Ainda tem algumas mulheres que pensam: Por que eu contrataria uma doula se tenho um parceiro que irá me dar apoio?

Evidentemente é uma função distinta.  Qual a opinião deles sobre esse papo de doula?
Aqui no blog já temos várias postagens de nós, doulas e de algumas doulandas falando sobre a importância de nossa ocupação.
Temos também a ciência do nosso lado, e leis que permitem a coexistência de ambos no momento do parto.
Por que será então que os pais demoram a compreender esse valor e se demonstram relutantes em ver suas companheiras e esposas acompanhadas por essa profissional?

Ninguém melhor do que os próprios para falarem sobre suas conclusões.
Seguem aqui os relatos deles sobre o acompanhamento da doula!


JONATHAN FREITAS
Nem sabia que diacho era doula… Até o parto (classifiquei como apoio psicológico)
No trabalho de parto tive a percepção de que era importante porque não quis estar presente (escolha que a Kelly respeitou). Senti segurança em ter a doula e minha cunhada com ela.
Nossa doula do momento do parto foi a backup. Fiquei impressionado com o tamanho da empatia dela pela Kelly, já que só nos encontramos uma vez antes do parto.
Hoje recomendo para todas as nossas clientes da fotografia, porque sei quanto foi importante para ela.

TALES SILVEIRA DE FARIA
Desde quando tivemos o primeiro contato com a doula Yohanna, percebemos que tínhamos (eu principalmente hehehe) força e competência para passar por esse momento maravilhoso e eterno.
Lembro quando a Roberta estava tendo as contrações mais fortes (depois de horas de trabalho de parto) e estava cansada, dolorida, chorando e querendo que as dores passassem. Neste momento ela olhou para mim e disse “Eu não aguento mais!! Por favor, chama o médico e me dá alguma coisa para dor! Eu não quero mais sentir isso!”. Olhei para ela e meu coração apertou… Pensei “Não posso ficar aqui parado vendo a minha mulher sofrer e deixar isso acontecer… É pesado demais… Vou chamar o médico porque não quero que ela sofra mais!”.

Foi quando eu olhei para a Yohanna e acho que ela percebeu tudo que estava acontecendo e, sem eu mesmo nem precisar me pronunciar, ela segurou as duas mãos da Roberta (que estava de cócoras apoiada na cama) olhou nos olhos dela e perguntou “Por que você decidiu, muito antes de estarmos aqui, em ter um parto normal e sem medicação?”… A Roberta então olhou para ela e disse “Porque eu não quero que meu filho tenha essas coisas no sangue dele… nunca usei nada durante a gravidez e não quero que neste último momento ele use..” Então a Yohanna mais uma vez se pronunciou dizendo ” Está ai a sua resposta… agora a decisão é sua.. quer que chamemos o médico para te dar a anestesia?” Foi quase que imediato que a Roberta parou de chorar. Pareceu que ela ganhou uma dose absurda de força e adrenalina! Tanto que ela levantou sozinha (coisa que era impossível minutos atrás)! Fiquei pasmo olhando e pensando “Ela se levantou sozinha? O loco!!”
Logo após isso cheguei perto e ela me abraçou e me deu um beijo (Lembrando que ela também não queria saber de nada, muito menos de mim até pouco tempo atrás hehehe). A partir daí ainda ela teve contrações por algumas horas, mas não cogitou mais tomar anestesia. Ela estava determinada a ter o Artur como assim como ela o carregou durante 9 meses, ou seja, sem nenhuma medicação e só com a sua força!
Foi aí que eu percebi como é impressionante o poder das palavras e de ter uma Doula te acompanhando.

FÁBIO COMELLI:
Inicialmente, mal sabia o que era, mas nos primeiros encontros e conversas ajudou a informar muito e passar segurança pro momento que viria.
Não pude estar presente até a fase final do período expulsivo, mesmo assim deu pra perceber o quanto foi presente, atenta e sensível às particularidades que surgiam
Momento mais marcante pra mim foi um encontro específico prévio pra explicar detalhadamente o que poderíamos esperar do parto (com suas diversas possibilidades).

Mas é bom deixar claro que é a visão de quem não gestou nem pariu. Só a grávida pode dizer o significado que a doula tem pra si. Quanto à pergunta “pra que doula se tenho meu marido?”… bem, penso que são papeis distintos, e acho até melhor que assim seja nesse momento delicado.

PEDRO CALEBE
Achava
 muito importante pelo o papel de empoderar através de informações as doulandas, prevenindo problemas tanto psicológicos como físicos q possam acontecer.
A participação da doula no parto foi crucial!! O apoio e direcionamento que ela dá a doulanda, por mais q o marido seja bem intencionado e participativo, ele não tem como proteger e apoiar a esposa ao mesmo tempo, a doula supre a função do apoio enquanto o marido ou acompanhante zela para q a vontade da parturiente seja respeitada e caso tenha algum imprevisto possa tomar a decisão mais alinhada a da parturiente.
Todos os momentos foram marcantes, principalmente pelo carinho e afeto demonstrado, apesar de doular ser uma ocupação, ela está permeada de humanidade! E a nossa doula foi super humana, dando mais que apoio profissional e informações, mas dando também amor e companherismo, algo que não tem como se comprar e nem vender.

NILO MARTINS
Antes da gestação, não tinha informações sobre doulas. Eu fiz o curso sobre parto natural com a Adele. No dia do parto eu havia operado o rim e estava de repouso. Foi muito importante a presença da doula Adele, pois eu não dia ajudar muito além de ficar próximo da minha esposa. A doula a acalmou e fez massagens. Sem ela, o trabalho de parto demoraria muito mais tempo e sofrimento para todos.

MARCEL DORNELAS
Após o nascimento do Henri, tivemos a convicção de que como pais de primeira viagem, a tentativa de realizar o parto normal seria inviável sem a presença de uma doula, ou melhor, da doula Yohanna.
Por mais que tenhamos estudado tanto sobre parto natural, na hora H somos frágeis e inseguros diante da grandeza do que é o nascimento de uma vida.
Sua presença foi absolutamente fundamental para que nos se sentíssemos confiantes e seguros da situação.
Só temos a agradecer por ter colaborado incrivelmente para que a chegada de nosso filho tenha sido memorável.


Vejo hoje com uma clareza que eu não entendia quando tive minhas filhas.

Na minha visão, é uma trindade:
Mulher – a guerreira ao centro, em sua luta;
Acompanhante – sua espada, pronta para batalhar e para seguir viagem ao seu lado;
Doula – escudo contra o mundo exterior, para que a guerreira consiga focar.

A cada acompanhamento que faço como doula vejo com mais nitidez a diferença entre cada um dos papéis de quem está presente. Doula não veio substituir médico nem enfermeiro, muito menos acompanhante. Cabe todo mundo, não precisamos brigar!


Seu acompanhante mudou de ideia em relação à doula durante a gestação ou parto?
Como foi a receptividade?
Tem algum relato dele para compartilhar?
Envia pra gente acrescentar aqui na postagem!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s