Relato de Parto Halinna Wawruk – Nascimento da Aurora

Hospital : Maternidade Brasília

Obstetra: Gabriel Curi

Doula: Yohanna Cordeiro

O Nascimento da Aurora, relato da mãe. Em breve… O relato do pai, Leonardo.

Desde o início da minha gravidez, eu desejava ter um parto normal, portanto quis me preparar para isso, preparar meu corpo e minha consciência. Para o corpo comecei a fazer hidroginástica e pilates sem faltas e para a consciência, fui atrás de uma doula. Conheci a Rede Ocitocina por meio de um amigo da faculdade. Entrei em contato com a Yohanna Cordeiro e nos conhecemos em uma roda de conversas no CCBB. Nos entendemos, e passamos a conversar de vez em quando via WhatsApp e em uma das consultas. Sabia que estaria em boas mãos. Me deu textos o tempo todo para ajudar na minha consciência do que esperar e sempre respondia nossas dúvidas, nossas porque meu marido já era um paizão maravilhoso desde o útero e sempre leu tudo e quis saber de todos os detalhes. Também fui atrás de um bom médico humanista e achei o Dr. Gabriel Curi, médico maravilhoso com todo o tempo e paciência do mundo em todas as consultas, sempre me deixando bem a par de todos os exames e resultados. Estava tudo preparado então! Só estávamos esperando o sinal da minha filha. E ele veio dois dias depois de um casamento lindo do qual fomos padrinhos e rebolamos até o chão (todos olhando pra mim claro, achando que ela nasceria la! Ahah), e depois de uma noite maravilhosa de carinhos e amor entre meu marido e eu, as contrações começaram a vir às 03h00 da manhã de segunda feira, dia 23/07/18. Eu comecei a cronometrar e vinham a cada 2 a 3 min e de vez em quando espaçavam a 6-9 min. Percebi que estava vazando constantemente, acordei meu marido às 04h00 e ele começou prontamente a fazer os testes que o médico pediu pra ver se era a bolsa mesmo, e era! Gravamos varios vídeos e enviamos pro médico e pra Yohanna! Decidimos ir pra Maternidade Brasília em seguida, chegamos às 7h e meu médico e a doula chegaram em seguida. Fiz exame de toque entre uma contração e outra e já estava com 4 cm.

WhatsApp Image 2018-08-05 at 00.55.39Fui internada e fomos para a sala de pré parto. Lá a Yohanna conseguiu uma bola de pilates e fiquei debaixo do chuveiro um tempo, por ora com ela do meu lado, por ora meu marido. Isso aliviou as dores das contrações. Um pouco mais tarde preferi ficar de pé, foi minha posição de conforto. As contrações se intensificaram e eu comecei a vocalizar bastante. Yohanna me apoiava pela frente, o Leonardo me segurava nas costas. Ele me fazia massagem no quadril, ela me fazia massagem com óleos nos pés. E eu vocalizava. O Dr. Gabriel aparecia de vez em quando para monitorar minha filha e de vez em quando pra fazer toque. Esse toque agora começou a ser diferente e me deixava brava pois agora tinha que ser durante a contração, e tinha que ser deitada… o toque em si não era dolorido, pois ele fazia muito rápido, mas aguentar a contração deitada era muito ruim. Assim que passava eu levantava e ficava de pé. Passei pra 5 cm. De repente, tive minha partolândia. Simplesmente parei de falar, comecei a andar pelo quarto até o banheiro, segurava em algum lugar e sentia a contração sem falar um ah! Depois ficava adormecida caminhando, concentrada. Yohanna tentava me oferecer lanches, Leonardo tentava também, só aceitei um pouco de mel e água. Não sei quanto tempo fiquei nessa partolandia, mas o médico chegou novamente, fez o toque e tinha chegado aos 6 cm.

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Agora eu podia ir pra sala de parto, consegui a sala de parto humanizado! Entrei lá ainda na partolândia. Olhei todas minhas opções e fiquei de pé encostada, sentindo minhas contrações. Depois decidi ir pra banheira, foi um alívio! Me relaxava demais e o Leonardo deitava atrás de mim pra me apoiar nas contrações, enquanto Yohanna me observava ou me direcionava o chuveirinho da banheira. Depois de dormir muito tempo na banheira, a Yohanna me estimulou a levantar e continuar meu “trabalho” de parto afinal. Comecei a caminhar e as contrações voltaram a se intensificarem e cada vez mais próximas e duradouras. Já voltei a vocalizar! Depois de algumas horas mais, pedi analgesia pois não aguentava mais. Me dissuadiram, o médico, meu marido e a Yohanna, fiquei na banheira de novo e aceitei não tomar. O trabalho continuou, sentei na banqueta e me apoiei no tecido, depois levantei e me apoiei no tecido. Mais horas passaram, as dores aumentando. Quando já estávamos próximos da final da tarde, meu médico sugeriu que usássemos a ocitocina induzida porque eu já estava exausta e faltava alguns centímetros. Eu pensei e decidi com meu marido que queria se tomasse analgesia, pois já sentia uma dor muita intensa na lombar que era permanente, e junto as contrações eu já vocalizava mais alto! Tomei analgesia raquidiana e soro glicosado (pois não aceitava comer nada) com ocitocina. Achei que tinham mentido pra mim, pois eu achei que a analgesia ia parar as contrações, e não senti diferença nenhuma! E elas se intensificaram por causa da ocitocina. Meu médico me fez o toque novamente e cheguei aos 9 cm. Ele pediu pra eu descer da maca e ir pra banqueta e já ficar lá pro nascimento. Senti o efeito na analgesia ali, quando minhas pernas estavam formigando e pesadas. Meu marido de posicionou atrás de mim, e na minha frente estavam meu médico ao centro, Yohanna à direita e outra obstetra, Dra. Patricia à esquerda. Eu fazia força conforme aprendi na fisioterapia pélvica com querida Samila (fisiomaternitá) e com o uso do epi-no. Vocalizava e não sentia ela descer. Até que a Dra. Patricia me orientou outro tipo de força, assim o fiz e não sentia dor, somente pressão! Era minha filha coroando! Meu médico me disse: estou vendo já os cabelos dela. Colocou minha mão lá pra eu sentir e fiz o primeiro cafuné nela! Continuei fazendo minha força orientada. Vencemos o círculo de fogo, em mais uma força, ela saiu!

 

Aurora nasceu às 18h18 e foi direto para o meu colo! O pai cortou o cordão depois que ele parou de pulsar e enquanto fazia isso jurou que a cuidaria pro resto da vida! Depois deixei que a levassem pra medir e pesar. Após todos os procedimentos, me deram ela novamente e já conseguimos mamar a primeira vez! Tive duas lacerações leves. A equipe que eu escolhi foi a melhor! O hospital, o melhor também! Agora estamos em casa e eu nem acredito que só fazem 7 dias que meu coração começou a bater fora do peito! Agradeço de coração a presença da Yohanna e do meu marido, que sempre ficou comigo durante as 15h de trabalho de parto e que é um super mega paizão que faz o papel dele melhor que todo mundo! Agradeço meu médico Dr. Gabriel Curi (atende na Sago) por tudo e a Dra. Patrícia também. A toda a minha família e a do meu marido e amigos, pelo apoio e por ficarem todos lá na recepção do hospital querendo notícias e torcendo! ❤️ Aurora tá muito bem servida de família!

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