IMG-20170924-WA0054Sempre falei com a Roberta para termos um acompanhamento de uma Doula. Talvez pelo fato de ter tido amigas que me tiveram e me aconselharam a ter. Outro motivo, e talvez o mais determinante, foi o fato de saber que eu teria pouca (ou quase nenhuma) noção de como proceder em relação ao fim da gravidez dela.

Dito isso, acredito que não poderíamos ter feito uma opção melhor. Lembro que, desde quando tivemos o primeiro contato com a Yohanna, percebemos que tínhamos (eu principalmente hehehe) força e competência para passar por esse momento maravilhoso e eterno.

Quanto ao momento marcante…. lembro quando a Roberta estava tendo as contrações mais fortes (depois de horas de trabalho de parto) e estava cansada, dolorida, chorando e querendo que as dores passassem. Neste momento ela olhou para mim e disse “Eu não aguento mais!! Por favor, chama o médico e me dá alguma coisa para dor! Eu não quero mais sentir isso!”. Olhei para ela e meu coração apertou… Pensei “Não posso ficar aqui parado vendo a minha mulher sofrer e deixar isso acontecer… É pesado demais… Vou chamar o médico porque não quero que ela sofra mais!”.

Foi quando eu olhei para a Yohanna e acho que ela percebeu tudo que estava acontecendo e, sem eu mesmo nem precisar me pronunciar, ela segurou as duas mãos da Roberta (que estava de cócoras apoiada na cama) olhou nos olhos dela e perguntou “Por que você decidiu, muito antes de estarmos aqui, em ter um parto normal e sem medição?”… A Roberta então olhou para ela e disse “Porque eu não quero que meu filho tenha essas coisas no sangue dele… nunca usei nada durante a gravidez e não quero que neste último momento ele use..” Então a Yohanna mais uma vez se pronunciou dizendo ” Está ai a sua resposta… agora a decisão é sua.. quer que chamemos o médico para te dar a anestesia?”

Foi quase que imediato que a Roberta parou de chorar. Pareceu que ela ganhou uma dose absurda de força e adrenalina! Tanto que ela levantou sozinha (coisa que era impossível minutos atrás)! Fiquei pasmo olhando e pensando “Ela se levantou sozinha? O loco!!”

Logo após isso cheguei perto e ela me abraçou e me deu um beijo (Lembrando que ela também não queria saber de nada, muito menos de mim até pouco tempo atrás hehehe). A partir daí ainda ela teve contrações por algumas horas, mas não cogitou mais tomar anestesia. Ela estava determinada a ter o Artur como assim como ela o carregou durante 9 meses, ou seja, sem nenhuma medicação e só com a sua força!

Foi aí que eu percebi como é impressionante o poder das palavras e de ter uma Doula te acompanhando. Obrigado Yohanna! Nunca vou esquecer o que você fez pela gente! Você foi demais! 😊😘🙏


Tive ajuda da mamãe, do Tales, companheirão e grande pai e da Yohanna, doula. No começo da gravidez achava doula dispensável. Pra minha surpresa ela foi uma pessoa que fez a experiência do parto muito mais palatável, me trouxe coragem, persistência e cuidou de mim como se nos conhecêssemos desde criancinha. Renovou a minha coragem e ensinou tanto. ❤

Tales Silveira & Roberta Redorat